sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Sobre viajar...


Viajar é conhecer histórias e pessoas. Conhecer histórias de vida, de gente simples e sincera. É conhecer também a nossa história e o que nos identifica. É conhecer pessoas que marcam tua vida e que, por mais dificuldade que passem nessa vida, não deixam de sorrir. É se encontrar e perceber que por mais que você pense que nada se resolve, tua vida está melhor do quê você imagina. É saber que cada conversa sobre qualquer coisa lhe trará lição de vida. Quase um tapa na cara de quem reclama de tudo!
É perceber o sorriso sincero do cobrador do ônibus, o único Walquenbergue da minha vida; é sorrir no meio do mar com a Carol e sua mãe Cláudia, mas que prefere ser chamada de um apelido que não lembro agora; é conhecer um paulista, dono de barraca de Praia que largou tudo e veio morar no Ceará; é conhecer o Ismael, recepcionista da pousada, sempre sorridente e meio desanimado com o verão desse ano; é conhecer a Denise, senhora que faz tranças e tatuagem de Henna para viver (aquela velha história do marido abandoná-la com os filhos e ela tomar as rédeas da casa); do jangadeiro cabeludo que já decorou meu nome e sempre me cumprimentou na praia (ficou doente no sábado e não veio trabalhar); é o seu Edvaldo do camarão que me chamava de doutora (e eu respondia: ainda não); e o garçom Shampoo, que tinha o cabelo na cintura, mas teve que cortar por causa do trabalho.
Pessoas e vidas que cruzam nossos caminhos e deixam lições.
Em cinco anos, essa foi a primeira viagem que eu planejei e vim. Não foi por obrigações familiares ou por tentar aproximações familiares. Foi simplesmente por: eu vou, nós vamos.
Não tive que engolir aparências ou fingir que estava “tudo bem”.
E tive a maior e a melhor das companhias: minha mãe e meu filho! Mãe, que topou a aventura e veio junto curtir uma praia (com filho teimoso que queria encontrar Iemanjá em todas as ondas e tudo mais).
Não sei quem lerá esse texto, mas fico consciente de que fiz o que posso, vivi o que pude e aproveito o que dá! E a maior lição dessa viagem?
Viver é mais simples do que parece... basta relevar o que passou, se entregar ao novo e sentir.
Até o próximo roteiro.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Livro Publicado - A Festa do Divino Espírito Santo!



Enfim, o livro que foi resultado da minha dissertação do Mestrado foi publicado!
Ele também é fruto do blog sobre a Festa do Divino Espírito Santo em Natividade e está tão lindo!
A obra pode ser baixada gratuitamente ou se você gosta daquele tradicional cheirinho de livro, a Editora Fi também vende o físico no site deles!

Acessem, baixem ou comprem!
Quem curte leitura e festas tradicionais vai amar..
Eu fiz essa pesquisa encantada pela devoção dos nativitanos ao Divino.

O blog com meu Diário de Campo: http://festadodivinoespritosanto-natividade.blogspot.com.br/
Segue link do link: http://www.editorafi.org/133poliana

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Homem depois dos 30: lobo em pele de cordeiro.





Imagine...
Você conhece um cara maravilhoso, divertido, adora conversar, carinhoso, trabalhador, atencioso, ele até cozinha para você, te escuta, conhece sua família e seus amigos, te ajuda em momentos delicados e voilá... depois de algum tempo de "enrolacionamento" você pergunta: vamos namorar ou assumir um compromisso?

- "Não quero namorar agora."
- "Não estou pronto para te oferecer o quê você precisa."
- "Você entendeu tudo errado".
- "Mas eu sempre deixei bem claro que não quero namorar."

Meninas (e meninos) , isso não aconteceu uma ou duas vezes, pois nos últimos 2 anos, os caras que conheci, convivi, criei borboletas no estômago e tudo mais fizeram exatamente isso..

E ao conversar com meus amigos que estão nessa faixa etária, só confirmam que "tem muita mulher no mercado (mais nova) e que não quer compromisso, porque eles vão querer?"...
Não sei em quê século eu cresci e fui criada, mas somos da mesma época, temos a mesma faixa etária e os caras agem como se tivessem 10 anos a menos.
Sério, 2017 será fechado para balanço porque não sei o quê se passa.
Temos aplicativos diversos, temos o happy hour, temos os amigos dos amigos (eu não tenho muitos, pois meus amigos são todos casados).. mas não passa disso.
Os caras estão eternamente na fase de flertar, paquerar e só...
Temos exceções, sim! Há exceção... Mas essa exceção geralmente está mais carente que você.. e digo isso porque eu sou o ser humano que mais cria expectativa! Hahahahaha

Senhor!!
Enfim.. É isso.
O lance é não dar atenção para ninguém e fazer uma coisa útil da sua vida, tipo aquele curso de idiomas que você nunca terminou. Não é mesmo Poliana?

Hahahahaha